Impactos ambientais causados pelas fontes de energia

Impactos ambientais causados pelas fontes de energia

04/03/2021

Desde o princípio da humanidade, o homem busca maneiras de otimizar operações e criar mecanismos que atendam às suas necessidades. Foi assim com o fogo, o automóvel e a eletricidade. Desde então, usinas elétricas foram vistas como uma solução para o desenvolvimento da sociedade. No entanto, acompanhadas de impactos ambientais causados pelas fontes de energia.

Contudo, isso vem mudando, com o movimento crescente de energias renováveis, que são mais sustentáveis e não agridem o ecossistema. Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), em fevereiro de 2021, o país já conta com mais de 7,7 GW operacionais na fonte solar desde 2012. Como resultado, a emissão de mais de 1,1 milhão de toneladas de CO2 foi evitada.

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Impactos ambientais e sociais

Hoje, a energia hidrelétrica ainda é a mais utilizada no Brasil, ocupando 59,8% da matriz elétrica. Como substituição dos combustíveis fósseis, as hidráulicas são uma opção favorável, porque ajudam a reduzir problemáticas como a chuva ácida e a poluição atmosférica. Mas, apesar de serem consideradas renováveis e utilizar a água, um recurso natural como matéria-prima, os desastres provocados nas construções das usinas são imensos. 

Para construí-las, há mudanças nos regimes de fluxo hidrológico, deterioração da qualidade da água, barreiras de corredores de migração e a perda de biodiversidade. A construção provoca desmatamentos muito nocivos para a espécie humana e para os animais.  Árvores são derrubadas e submersas. Além da degradação do território, o apodrecimento da madeira pode, inclusive, causar a proliferação de mosquitos causadores de doenças e desencadear novas pandemias.

Além disso, esses projetos não impactam só o planeta, mas a sociedade. As comunidades ribeirinhas e a economia de subsistência são afetadas diretamente. As hidrelétricas interferem no estuário para o qual o rio flui, no curso do rio represado, na bacia hidrográfica e no "lago artificial". Mudando completamente a vida de quem mora ou trabalha na região. Diante da situação, muitas famílias são obrigadas a se deslocar de suas residências.

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Impactos ambientais causados pelas fontes de energia não renováveis 

Por outro lado,  os combustíveis fósseis (petróleo, carvão mineral e gás natural) afetam diretamente o meio ambiente. Devido à queima dos materiais, entre os impactos ambientais da energia elétrica, estão as altas quantidades de gases do efeito estufa liberadas e a proliferação do ácido sulfúrico. Sendo uma das mais prejudiciais para a sociedade,  as fontes de energia não renováveis são responsáveis por muitas das mudanças climáticas.

Há também outras fontes de energia no mercado, como a energia nuclear. Apesar de ter estrutura diferente, seu processo é similar ao das termoelétricas. Ou seja, há queima de um material e o calor é produzido pela fissão do urânio. Nesse caso, além dos altos níveis de emissões poluentes, há ainda a possibilidade de impactos ambientais por contaminação radioativa.

Energia limpa é a solução

Por isso, pensar na adoção de medidas de mitigação adequadas é fundamental. E, hoje, o mundo precisa de mais do que isso. Necessita de novos negóciostecnologias sustentáveis que atuem com essa conscientização e ofereçam energia de maneira mais justa e sustentável para todos. É urgente melhorar a eficiência energética e incentivar a transição energética.

Os impactos ambientais causados pelas fontes de energia, na maioria pelos combustíveis fósseis, podem ser evitados com o uso de energia limpa. A energia solar, a eólica e a biomassa, são algumas das opções renováveis que, ano após ano, ganham espaço e reconhecimento. Todas são derivadas de matéria-prima abundante e se diferenciam dos combustíveis fósseis. 

Além da relação entre energia e impacto ambiental, elas atuam na frente em questões econômicas e sociais como: independência energética, poder de escolha e qualidade de vida. Uma fazenda solar, por exemplo, utiliza terrenos em áreas rurais em que não há comunidades alocadas. Além disso, a geração de energia solar se tornou a mais barata entre as fontes.

Atualmente a energia eólica representa 9,4% da matriz elétrica brasileira, a biomassa 8,3% e a solar fotovoltaica 1,77%. Os números são positivos comparados a anos anteriores, mas ainda podemos progredir muito mais. Precisamos, juntos, ampliar esse conhecimento e impulsionar o uso do setor. Vamos nessa?

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