Como será a energia elétrica do futuro?

Como será a energia elétrica do futuro?

28/05/2020

Todos os dias uma quantidade enorme de kilowatts é gerada e consumida no mundo. Esse número cresce cada vez mais, mas a forma de gerar energia está mudando. Isso porque desde 2015, quando 190 países assinaram os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pela ONU, o setor da energia está direcionado para um processo de transição energética. Isso deve fazer com que a produção de energia por fontes limpas aumente e o uso de combustíveis fósseis diminua.

Um breve histórico

Desde a Revolução Industrial que aconteceu no século XVIII, os combustíveis fósseis impulsionam a produção energética. Seja o carvão utilizado para mover locomotivas na Europa do século XIX ou o petróleo produzido no Oriente Médio e exportado para o mundo todo, essas fontes sempre foram muito cobiçadas e amplamente utilizadas. Entretanto, a utilização intensa delas por tanto tempo (mais de 300 anos!) e a pouca diversificação de fontes energéticas observada até o início desse século levou o mundo a um sério problema: a dependência de fontes não renováveis e extremamente poluentes. Segundo a ONU, a  energia é o principal contribuinte para as mudanças climáticas, sendo responsável por cerca de 60% das emissões globais totais de gases do efeito estufa.

É por isso que um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável é “assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia para todos”, e como a tendência é que o consumo de energia elétrica só cresça daqui em diante, é importante conhecer e explorar fontes limpas de energia. Por isso é um consenso entre especialistas que os próximos anos serão marcados pela expansão das fontes eólica e solar, além do uso de tecnologias alternativas como veículos elétricos, redes inteligentes e armazenamento por baterias. 

O que precisa mudar

A partir desse ponto de vista, alguns conceitos ganharam mais espaço quando a pauta é o setor elétrico: a descarbonização, digitalização, descentralização e democratização. Rodolfo Molinari, diretor geral da Órigo Energia, explica que para entendê-los melhor, é preciso pensar na transição energética a partir de duas óticas - a da produção e a do consumo de energia. 

  • Descarbonização

A descarbonização está mais relacionada com a forma que a energia é produzida. Sendo assim, trata-se de buscar fontes mais limpas, ou seja, que emitam menos poluentes, e que causem menos impacto no ambiente. 

  • Digitalização

Já a digitalização tem mais a ver com a forma que consumimos a energia que chega até nós. Isso porque a transição energética também pede um consumo mais racional e consciente. Mas isso se torna muito mais difícil quando o consumidor não sabe, por exemplo, o que exatamente é cobrado na conta de luz (você pode saber mais sobre o assunto aqui) ou quanto consome cada aparelho que tem em sua casa ou empresa. Portanto, aparelhos que ajudam a medir e gerir a energia consumida têm um papel importante na hora de influenciar novos hábitos. A digitalização permite o acesso a esse tipo de informação, que no fim do dia,  pode resultar em um uso mais eficiente da energia.  

  • Descentralização

A descentralização, por sua vez, diz respeito a quem produz energia. Hoje, no Brasil, a energia flui majoritariamente em um único sentido: ela sai de uma grande central geradora, como por exemplo a usina de Itaipú, passa por linhas de transmissão de milhares de kms, chega numa subestação da distribuidora que recebe essa energia e adequa ela tecnicamente para distribuí-la ao consumidor final. A ideia de descentralizar é fazer com que o consumidor participe mais do processo produtivo. “Então ao invés de fluir só de Itaipú, vai fluir também do telhado de alguém para o vizinho. Vai sair de uma Fazenda Solar de pequeno porte, como as da Órigo, e vai fluir pela cidade. 

Desta forma, não vamos precisar fazer com que a energia percorra milhares de quilômetros antes de chegar ao ponto final. Esta participação do consumidor na produção descentralizada não só o coloca em uma posição ativa no setor elétrico, como também ajuda fortemente na redução da conta de luz de todos os brasileiros. Isto acontece na medida que quanto menos a energia precisa caminhar até o seu destino final, menos ela se perde pelo caminho. Hoje, em algumas regiões brasileiras, em torno de 15% a20% de toda a energia produzida se perde antes de chegar ao consumidor, e todos nós pagamos essa conta. Quando você gera energia numa fazenda solar dentro de uma cidade, a energia caminha apenas alguns metros, praticamente zerando essa perda e reduzindo a conta de luz”, explica Rodolfo. 

  • Democratização

A democratização é um conceito mais amplo que se refere à oportunidades iguais para todos. Democratizar a energia significa democratizar o acesso à mesma. Portanto, um consumidor que vive em uma pequena cidade no interior do país, por exemplo, deve ter as mesmas possibilidades de consumir energia que uma grande indústria de São Paulo. “Democratizar não é favorecer um ou outro, é dar acesso, de forma isonômica, a todos”, complementa Rodolfo. 

  • Complementaridade

Além de seguir para essa direção, a energia do futuro também deve seguir a lógica de complementaridade: ou seja, um mesmo país usufruir de várias fontes limpas e renováveis simultaneamente, ao invés de adotar um método de produção como o principal. “O regime de produção solar, eólico e hidrelétrico  no Brasil são bastante complementares. Um exemplo disso é que quando não temos chuvas para gerar energia nas hidrelétricas, geralmente temos sol, e essa complementaridade faz que tenhamos um uso mais racional e eficiente das nossa redes elétricas”, aponta Molinari. 

Além disso, o pico de produção dessas fontes ocorre em diferentes estações, permitindo uma complementaridade também durante o ano todo. O Brasil já tem uma matriz elétrica bastante variada, mas a tendência é que as fontes renováveis ganhem, gradativamente, mais representatividade e complementem a produção hidrelétrica, ao mesmo tempo em que ocupam o lugar de fontes não renováveis, como as termelétricas.  

A Órigo Energia é uma das maiores empresas do Brasil à frente dessa transição. Com nossas Fazendas Solares e Fazendas de Biogás, os brasileiros tem uma opção sustentável, onde todos podem participar, levando economia principalmente para as pessoas que mais precisam. 

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