A importância da mobilidade sustentável

A importância da mobilidade sustentável

22/09/2020

Você provavelmente já ouviu falar sobre mobilidade sustentável, mas o que isso significa?  Para quem não está familiarizado, o termo se refere ao ato de se locomover de modo a reduzir os impactos no ecossistema e, ao mesmo tempo, fortalecer a cidadania. 

Então, qual a sua importância? Uma das principais questões é o aumento do trânsito nos últimos anos, o que afeta diretamente o planeta. Afinal, quanto mais veículos em circulação, maior consumo de combustíveis e, consequentemente, mais gás carbônico (CO₂) na atmosfera.

Para se ter uma ideia, um carro produz cerca de 1 tonelada de CO² a cada 3 mil km rodados. Agora imagine a quantidade produzida durante um dia inteiro no mundo. A gente nem precisa pegar a calculadora para saber que é muita coisa, não é mesmo?

Foi pensando nisso que o Dia Mundial Sem Carro surgiu na França, em 1997, e foi adotado em todo o mundo a partir de 2000. Celebrado em 22 de setembro, a data busca conscientizar a população global sobre a necessidade de diminuir o uso de veículos automotivos no dia a dia.

Leia também: O que é pegada de carbono?

A jornalista e publicitária Chantal Brissac há 5 anos anda somente de bicicleta, a pé e transporte público

Por esses e outros motivos, deixar o carro de lado está se tornando uma alternativa cada vez mais comum entre aqueles que buscam uma locomoção mais ecológica e benéfica. É o caso de Chantal Brissac que, há 5 anos, utiliza somente a bicicleta, transporte público e pedestrianismo. “Sempre fui ligada à questão da sustentabilidade e da saúde, e comecei a ver que não fazia sentido dirigir um carro sozinha, contribuindo para poluir ainda mais a cidade”, revela ela.

Fundadora do Pro Coletivo, grupo que busca estimular e conscientizar o cidadão ao uso da mobilidade sustentável, Chantal explica que teve a iniciativa em uma noite quando voltava do trabalho em um trânsito muito extenso. “Resolvi que iria vender o carro e andar a pé e de transporte coletivo. Nessa noite acabei estacionando o carro no caminho, em uma rua, e voltei para casa a pé. No dia seguinte busquei o carro, levei para casa e a partir daí passei a andar de ônibus, que não usava há anos. Também passei a pedalar bastante para o trabalho”, afirma.

Mobilidade que inspira

Raquel Bressanini trabalha como alquimista e utiliza a bicicleta para se locomover pela cidade

A mobilidade sustentável tem se tornado favorita entre as pessoas, quem tem adeptos de tempos atrás e novos praticantes. Raquel Bressanini, que comprou uma bicicleta há cerca de um ano, sente que seu condicionamento físico melhorou muito desde então. Seu carinho pela bike foi tanto que ela lhe deu um apelido. “Em agosto de 2019, finalmente comprei minha bicicleta, dei até nome para ela, a Nala, minha nova companheira”, relembra com orgulho. 

Hoje, a bicicleta se tornou seu transporte prioritário, que além de sustentável, possibilitou memórias marcantes. “A bike me trouxe amizades incríveis e novos horizontes, até no sentido literal mesmo, descobrindo coisas novas em caminhos que sempre fiz de transporte público e nunca prestei atenção”, expõe Raquel que enxerga as alternativas de transportes ecológicos como o futuro. “Além de não poluir, ajuda o trânsito a fluir melhor, já que uma bicicleta ocupa muito menos espaço que um carro”, completa.

Outro exemplo de nova adepta ao transporte é Alessandra Albuquerque, que desde 2018 usa a “magrela” na hora de se locomover. “Era frequentadora assídua da Ciclofaixa de lazer, que funciona aos domingos em São Paulo. Percebi que percorrer distâncias maiores não era tão difícil. A partir daí, reduzi drasticamente a frequência de uso de transporte público e carros compartilhados”, relata ela, que fundou com 5 amigas o Vesp Bike Gang, um pedal exclusivo para mulheres.

Para ela, o uso da bicicleta não só auxiliou no desenvolvimento pessoal, como transformou sua história por completo. Pedalar faz tão bem, que ela não deixa mais de praticar a modalidade. “Sempre digo que a bicicleta foi um marco na minha vida. Existe a Alê antes da bike e depois da bike. Os primeiros grandes impactos foram a felicidade, alegria e êxtase que pedalar sempre proporciona. A sensação de liberdade e autonomia em chegar do ponto A ao ponto B com as próprias pernas, sem depender de ninguém, é algo realmente empoderador. Outro ponto importante é que passei a me sentir muito mais segura enquanto mulher nos meus deslocamentos”, relata.

Você viu? O que é desenvolvimento sustentável

Conscientização na atualidade

Alessandra Albuquerque enxerga a bicicleta como uma opção libertadora de locomoção

Datas como o Dia Mundial Sem Carro buscam trazer efeitos positivos na sociedade, pois mostram a importância do uso de um modal como a bicicleta. Contudo, apesar de sua visibilidade estar crescendo, ainda há uma longa distância a percorrer para que o transporte seja incentivado e levado a sério. 

Então, como melhorar essa situação? A verdade é que a expansão da locomoção mais sustentável só acontecerá se as pessoas se mobilizarem. É preciso ter mudanças de hábitos, educação e incentivo nas famílias, governo, escolas e instituições. 

Por mais que a iniciativa seja ótima, só conseguiremos realmente melhorar o cenário com “campanhas maciças estimulando os modais sustentáveis, políticas públicas que favoreçam o pedestre e o ciclista, uma urbanização voltada para o bem-estar das pessoas, calçadas decentes, ciclovias; e também medidas de redução do carro, como pedágio urbano (que existe em Londres e outras cidades) e redução drástica da velocidade”, expõe Chantal.

A mudança precisa começar agora e cabe a nós ajudar a construir uma sociedade mais consciente sobre esses desafios pelas cidades. Para Alessandra, é algo que todo mundo pode praticar aos poucos, alterando um hábito por vez. “A mobilidade urbana é algo que impacta na vida de milhares de pessoas todos os dias. Com transporte público de qualidade, mais ciclovias, mais ‘rotas para pedestres’, mais educação no trânsito, todo mundo se beneficia, inclusive aqueles que realmente precisam do carro”, conclui.

E você? Já pensou em usar aquela bicicleta que está guardada há anos? Ou alugar uma coletiva para ir ao trabalho? Seja de bike, a pé ou transporte público, essa é uma atitude que pode agregar a todos! Pense nisso!

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Já parou pra pensar em como suas escolhas afetam sua vida e o ambiente ao seu redor? Onde queremos e como queremos viver é uma construção de escolhas de todos nós. Falar sobre mobilidade urbana não é só sobre deslocamentos nas cidades, mas também sobre a qualidade de vida da população. No Dia Mundial Sem Carro, te convidamos a refletir sobre uma mobilidade urbana mais sustentável, trazendo três histórias que nos fazem refletir e nos inspiram a mudar hábitos. O ponto em comum que une as histórias de Raquel, Alessandra e Chantal vai além do gosto por pedalar. As três decidiram adotar uma mobilidade urbana mais sustentável na sua rotina e descobriram a cidade por um outro olhar. Um olhar mais amplo, inclusivo e democrático. Conheça as 3 histórias no blog de Órigo. Esse post possui texto alternativo. #PraCegoVer #DiaMundialSemCarro #VáDeBike #HistóriasReais #MobilidadeUrbana #MesDaMobilidade #MobilidadeUrbanaSustentável

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